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sexta-feira, 12 de março de 2010

O Banho


O Banho é uma tradicional festa da Unifesp.Bem,é muito parecido com uma Pacha,mas com uma enorme piscina,cerveja free e batidas com anfetaminas.Sinceramente,fez evoluir o meu ódio por médicos.É claro,não são todos que merecem esse tópico.Conta-se nos dedos quem eu admiro,nessa profissão. Parece que quanto mais estudamos,mais um parafuso se afrouxa em nossa mente.Não há camaradagem,todos somos rivais.Nem mesmo em seu próprio curso,os estudantes de medicina não aparentam ser unidos.Cada ser deseja humilhar e maltratar o seu calouro. É bem triste imaginar que tais universitários serão o futuro de nossa saúde.Isso se agrava,pois ainda perpetuamos a famosa epigrafe: "faça o que eu digo,mas não faça o que eu faço". Naquela festa,sintia-me em um lugar inóspito,com gogoboys médicos bradando ordens e drogando-se. Pela primeira vez,tive vergonha da unifesp.Não ligue,alguns disseram.Não consegui,pois,em minha cadeia, ainda tenho aquele gene revolucionário. Tenho medo de trabalhar e conviver anos com pessoas assim.Quem os ensinará a ter ética?A morte,logicamente.Ainda lembro-me do olhar vazio,de um médico,quando sente-se incapaz de socorrer o seu paciente.Todo nós merecemos um choque,algum motivo para a nossa reflexão.A morte,para um agente da saúde,é uma derrota.Amplifica a culpa,expande a dor e auxília em seu pensamento.Nesse caso,espero que a morte traga,para tais estudantes,a seguinte idéia:"fui um idiota,é necessário rever os meus conceitos".Há lições em que,somente a ordem natural,pode nos ensinar...

Obs: nada me ocorreu,nessa festa.Perdão ao Celso,ao Klaus, a Ana,a Elisa,entre outros médicos,por escrever tal tópico;vocês não o merecem.

1 comentários:

Mari disse...

o que mata é saber que as mortes se tornam rotina para maioria, é apenas mais um que se foi, o respeito com o corpo e com o ser humano que o viveu por anos ou minutos perdem total sentido... a maioria se acostuma com a morte.
O gde problema é que eles e nós aprendemos a cuidar de pacientes e não a cuidar de seres humanos e de vida, cuidam da doença, do estudo de caso, curam os sintomas e não vidas...
e assim vivemos, em um mundo com poucos que sabem sobreviver sem perder o encanto, o respeito e o brilho no olhar... não deixe a unifesp te consumir! e reconstrua tudo isso... vc é uma raridade!!!

beijos Mari 68!