Enfim,era sábado.O sol estava presente e acordei de bom humor.Peguei os chocolates,em que havia preparado, e parti para a pinacoteca do estado. Tal foi a minha surpresa ao vê-lo: simples,pequeno,moreno,cabelos negros e olhos escuros. Aparentava ser uma criança comum,como muitas ali presentes. Qual o seu nome,perguntei sendo carismático. Michel,ele respondeu. Qual o seu time de futebol,eu rebati. Corinthians,ele remeteu.
Eu não possuo time,mas ao vê-lo, decidi adotar um.E assim foi,ele chamando-me de tio e eu o chamando de michel.
Como toda criança,ele possuia uma curiosidade peculiar.Perguntou-me sobre a minha universidade,sobre a minha mãe,pai,namorada,irmã,brinquedos,até dizer:
" - Gostaria de ter tudo isso "
Naquele momento,fiquei pálido.Não sabia do seu passado e do seu presente.Curioso,descobri que o seu pai fora preso e sua mãe o abandonou.Seus parentes não o queriam e lá estava ele,sozinho,como um cão abandonado.Como?Ele merecia?O que se deve fazer?
Ainda chocado,perambulando pelos corredores do museu,ele grita:
" - Olha,olha,o que é aquilo? Tá subindo,tio"
- É um elevador,michel.Mas ele é feito de vidro,pois assim,poderemos ver os desenhos de vááááááárias posições.
" - O que é elevador?"
- Você nunca subiu em um?
" - não "
Ao ouvir isso,agarrei a sua mão e corri para a fila do elevador.A alegria estava expressa em seus olhos.Ao subir,não resisti e tirei uma foto.Subi 3 vezes com ele,em todos os andares. Ele apertava os botões aleatoriamente.Qual garoto não faz isso,diariamente? Ele.Michel nunca tivera a chance de ser comum.Não tive pena,mas sim,esperança. Desejo que ele seja forte,cresça saudável e escape de um futuro sombrio.Com ele, aprendi algo: não é necessário conteudo para modificar a minha concepção.Espero que ele também descubra isso.Nesse sábado,eu obtive cuidados,ao invés,de cuidar.
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