
Ontem assisti a minha primeira necropcia.Ao terminar o curso de feridas,ouvimos um movimento estranho.Era o barrulho de uma serra. Após isso,o Sergio apareceu.Pedimos para assistir o que ele fazia.Descemos ao necrotério.O local não é nada parecido com o que os filmes descrevem.Ele claro,bonito e havia uma musica de fundo. Ao entra,a vi: linda,jovem,com o seu torax aberto e sua face coberta. Não resisti e abri a minha mala para pegar o jaleco e as luvas. Tocá-lá foi algo mágico.Pensaria que ela estaria fria,como as demais peças do laboratório de anatômia,mas ela era mais quento do que a minha pele.Ela era morena,jovem e o corpo bem definido. Em outra sala,estava a residente: linda,simpática e nos ensinou-me muita coisa. Ela cortava cada orgãos,para descobrir a causa do falecimento.Em uma cuba,estavam os orgãos recortados.Toquei em todos. O coração,com uma cor escura por dentro e uma vermelhidão por fora.Cada valvula,cada veia,cada artéria. O pulmão,ao apertá-lo,senti os sacos alvelares.É como se apertasse uma esponja. O figado é muito quente ! O apertei com força e consegui despedaçá-lo.O baço é a parte mais linda do corpo.Oval,com uma cor avermelhada por fora e vinho por dentro.Ao partetá-lo,vc sente o sangue armazenado.E a visícula biliar ! É enorme,com a cor da gema de um ovo.Ao apertálá,a bile sai com uma cor de ocre,bem expessa. Os ovários são minúsculos! Os musculos intercostais são lindos,com uma cor fantástica. Quando acabamos,o corpo foi costurado e levado para uma sala.Quando paramos o carrinho,percebi a experiência fantástica que havia vivenciado.Descobri que o homem é uma máquina e,até mesmo morto,pode facinar.Sei que o momento poderia ser triste,mas isso não me abateu.
Nesse momento,pensei: farei o máximo para que essa máquina não pare de funcionar e é por causa disso que estou aqui.
Nesse momento,pensei: farei o máximo para que essa máquina não pare de funcionar e é por causa disso que estou aqui.
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